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Confiança do empresário industrial sobe para 46,2 pontos, mas segue negativa

O humor dos industriais brasileiros melhorou um pouco em outubro, porém ainda não o bastante para sair do campo negativo. Segundo levantamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) avançou 1,3 ponto no mês e chegou a 46,2 pontos. Como a marca segue inferior aos 50 pontos que separam confiança de desconfiança, o setor completa 22 meses consecutivos de pessimismo.

Expectativas puxam a alta

O que sustentou a melhora foi o componente que mede a visão sobre o futuro. O Índice de Expectativas, que capta como os empresários enxergam o desempenho das próprias companhias e da economia brasileira nos meses seguintes, ganhou 2,1 pontos e foi a 49,3 pontos. O resultado ainda fica aquém da fronteira do otimismo, mas indica que o sentimento negativo perdeu força.

Avaliação do presente piora

O retrato do momento atual caminhou na direção contrária. O Índice de Condições Atuais recuou 0,2 ponto, para 40 pontos, nível mais fraco registrado desde julho de 2020. A leitura revela que os dirigentes estão mais críticos sobre a situação interna dos seus negócios.

Para Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, essa avaliação ruim está ligada à demanda menor por bens industriais, à escalada dos custos e às incertezas no cenário internacional. As despesas elevadas, em especial, vêm pressionando as finanças das companhias e aprofundando os obstáculos enfrentados pela indústria.

Os números de outubro

  • Icei: alta de 1,3 ponto, para 46,2 pontos;
  • Expectativas: ganho de 2,1 pontos, para 49,3 pontos;
  • Condições Atuais: recuo de 0,2 ponto, para 40 pontos;
  • Sequência de falta de confiança: 22 meses.

Como a sondagem foi feita

A CNI ouviu 1.103 indústrias de diferentes portes, espalhadas pelo país, no período de 1º a 7 de outubro. Do total, 456 eram pequenas, 414 médias e 233 grandes. O Icei combina a percepção sobre a conjuntura corrente da indústria com as projeções para o semestre seguinte, e valores abaixo de 50 pontos sinalizam ausência de confiança entre os empresários.

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