O Tribunal de Contas da União (TCU) concedeu quitação plena ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e à equipe de diretores da autoridade monetária no exame das contas de 2025. A decisão foi tomada na terça-feira (20), na Segunda Câmara, sob relatoria do ministro Jorge Oliveira. O julgamento havia sido adiado em uma semana por causa das apurações ligadas ao Banco Master.
Gestão sem irregularidades
A análise documental não encontrou falhas na administração do BC. Com apoio da Unidade de Auditoria Especializada em Bancos Públicos e Reguladores Financeiros (AudBancos), a corte classificou as contas como regulares e confirmou a quitação dos gestores. Esse tipo de verificação serve para atestar que a gestão respeitou as exigências legais e administrativas.
A aprovação vale apenas para a prestação de contas anual e não tem efeito sobre as apurações em curso envolvendo o Banco Master.
Caso Master segue em outra frente
A análise da liquidação extrajudicial do banco corre de forma autônoma no tribunal, sob a condução do ministro Jhonatan de Jesus. O processo examina, desde a decretação da liquidação em novembro de 2025, como o Banco Central supervisionou a instituição e se os procedimentos adotados foram legais.
No início de 2026, uma primeira inspeção do TCU sobre as etapas que resultaram na liquidação provocou atrito. O BC questionou a medida, sustentando que ela dependia de aprovação do colegiado da corte. A inspeção foi suspensa e aguarda deliberação do plenário, enquanto as apurações prosseguem para esclarecer o ocorrido.
Acordo entre os presidentes
Um entendimento firmado entre o presidente do TCU, Vital do Rêgo, e Galípolo dispensou a adoção de medida cautelar que poderia paralisar a liquidação do Master.
