O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou na terça-feira (27), em Brasília, que o governo federal vai conversar com o mercado financeiro e com o setor privado sobre as medidas de ajuste necessárias para alcançar a meta fiscal. A declaração foi dada na chegada ao ministério, em meio ao cenário pós-eleição.
Equilíbrio das contas como prioridade
Segundo Durigan, a estabilidade das contas públicas é prioridade do Executivo, e as saídas serão construídas por meio de negociação. Logo depois da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro procurou integrantes do setor financeiro para tranquilizar os investidores.
Internamente, o governo já debate quais medidas adotar. Uma delas é aumentar a fatia do Orçamento da União passível de contingenciamento, mudança que depende do aval do Congresso Nacional. O ministro contou que parte das propostas já está pronta e que elas serão divulgadas em breve, assim que receberem a validação de Lula.
Transição até janeiro
Durigan chamou atenção para a fase de transição que vai até 5 de janeiro, data em que Lula e o vice-presidente, Geraldo Alckmin, reassumem os cargos. Nesse intervalo, o presidente deve se reunir com a equipe atual e com a próxima para definir os passos seguintes. As políticas já formuladas, como a perseguição do centro da meta fiscal, devem ser levadas ao Congresso em pouco tempo.
Outros temas da agenda econômica podem ser acompanhados em reportagens sobre a alternativa à MP do IOF, a avaliação do Banco Central sobre a estabilidade financeira e a nova recompra de títulos anunciada pelo Tesouro.
