Os preços para as famílias de menor renda recuaram em agosto de 2026. O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) marcou deflação de -0,32% no mês, segundo o IBGE, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, que publicou os dados na sexta-feira, 11 de agosto. Em 12 meses, a alta acumulada ficou em 3,98%.
Habitação puxou a queda
O resultado negativo veio principalmente do grupo habitação, que variou -2,17% e contribuiu com -0,38 ponto percentual para o índice. Um dos fatores foi o Bônus de Itaipu, que concedeu descontos nas faturas de energia elétrica no mês anterior.
Referência para salários e benefícios
O INPC tem peso central na economia porque baliza reajustes salariais de várias categorias, que usam a variação acumulada em 12 meses como parâmetro nas correções anuais. O dado de novembro é decisivo para definir o novo salário mínimo. Já o seguro-desemprego, o teto do INSS e outros benefícios são atualizados com base no índice acumulado até dezembro.
Diferenças em relação ao IPCA
No mesmo dia, o IBGE divulgou o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de agosto, que também caiu 0,32%. A principal distinção entre os dois está no público pesquisado: o INPC acompanha famílias que ganham de um a cinco salários mínimos, enquanto o IPCA abrange rendas de um a 40 salários mínimos. Atualmente, o piso nacional é de R$ 1.621.
A cesta também muda. O INPC acompanha 367 itens, ante 377 do IPCA, e distribui os pesos de outra forma. A alimentação responde por cerca de 25% do INPC e por 21% do IPCA, o que mostra como a comida pesa mais no orçamento das famílias mais pobres. Por outro lado, despesas como passagens aéreas têm participação menor no índice voltado à baixa renda.
