Pular para o conteúdo

Como funcionam os fundos imobiliários e o que avaliar antes do primeiro investimento

Aplicar no setor imobiliário não exige, necessariamente, ser dono de um imóvel. Por meio dos fundos imobiliários, o investidor pode participar de empreendimentos como shopping centers, hospitais e edifícios corporativos, desembolsando menos dinheiro e espalhando o risco entre vários ativos. A seguir, veja o básico sobre o funcionamento desses fundos, seus benefícios e os pontos de atenção para quem quer dar os primeiros passos.

O que é um FII

Os fundos de investimento imobiliário, ou FIIs, reúnem o dinheiro de muitos investidores para aplicar em ativos ligados ao setor. A carteira pode conter imóveis propriamente ditos ou papéis vinculados ao mercado imobiliário. Em vez de comprar um imóvel inteiro, quem investe adquire cotas, e cada uma corresponde a uma parcela do patrimônio do fundo.

De onde vem o retorno

A principal fonte de ganho são os aluguéis pagos pelos inquilinos dos imóveis da carteira. O fundo também pode lucrar com a valorização desses bens, e o cotista pode ganhar ao negociar suas cotas no mercado secundário, ou seja, na bolsa.

Por que muitos preferem os fundos

Na comparação com a compra direta de um imóvel, os FIIs trazem uma série de benefícios. O primeiro é a acessibilidade: dá para começar com um valor bem menor do que o exigido para adquirir um apartamento ou uma sala comercial. Com isso, fica mais fácil diversificar, distribuindo o capital entre fundos de perfis diferentes.

Há também a liquidez. Como as cotas são negociadas na B3, comprar e vender tende a ser muito mais rápido do que se desfazer de um imóvel. Soma-se a isso a gestão profissional: os fundos são conduzidos por especialistas que buscam aumentar os ganhos e reduzir os riscos.

O que observar antes de escolher

Alguns cuidados são indispensáveis na seleção. Examine a composição do portfólio para saber quais ativos o fundo possui e que riscos eles carregam. Confira também a política de distribuição de rendimentos, já que a frequência e o valor dos pagamentos variam de um fundo para outro.

Fique de olho na taxa de administração, que pode reduzir o retorno final, e avalie se o custo é compatível com o serviço oferecido pelo gestor. Busque sempre os dados oficiais e acompanhe os relatórios periódicos publicados pelo fundo.

Leve em conta, ainda, o ambiente econômico. Juros e inflação afetam diretamente o mercado imobiliário e, por tabela, o desempenho dos FIIs. Consultar análises de especialistas e projeções do mercado ajuda, mas a decisão deve se apoiar em fontes confiáveis e oficiais.