Para quem procura uma aplicação segura e descomplicada, o Tesouro Direto costuma aparecer entre as primeiras alternativas. Mantido pelo governo federal, o programa dá acesso a títulos da dívida pública pela internet, em poucos cliques. É aberto a qualquer pessoa, tem baixo risco e oferece retorno previsível. Veja abaixo como ele funciona e o que é preciso para dar os primeiros passos.
Emprestando dinheiro ao governo
Trata-se de uma iniciativa do Tesouro Nacional voltada à venda de títulos públicos a pessoas físicas. Na prática, o investidor empresta recursos à União e, em troca, recebe uma remuneração, que pode ser prefixada, pós-fixada ou vinculada à inflação.
Cada modalidade de título tem particularidades:
- Tesouro Selic: acompanha a taxa Selic e varia conforme ela se move. Combina liquidez diária e baixo risco, sendo indicado para objetivos de curto prazo.
- Tesouro Prefixado: a taxa é definida no momento da compra e vale até o fim da aplicação, o que agrada a quem quer saber de antemão quanto vai receber no vencimento.
- Tesouro IPCA+: tem correção pela variação do IPCA e assegura ganho real acima da inflação, sendo adequado para preservar o poder de compra no longo prazo.
Passo a passo para aplicar
O primeiro requisito é ter conta em uma corretora habilitada. Ela faz a intermediação entre o investidor e o Tesouro Nacional, simplificando compras e vendas.
Com a conta aberta, é só entrar no site do Tesouro Direto, selecionar o título mais compatível com seus objetivos e concluir a aquisição. Como o valor mínimo de entrada é pequeno, o programa está ao alcance de um público amplo.
Os vencimentos variam de título para título, e alguns aceitam venda antes do prazo. É possível resgatar o dinheiro antecipadamente, mas o valor recebido dependerá das condições de mercado no dia da venda.
Pontos de atenção antes de investir
A segurança do programa não dispensa alguns cuidados. Comece definindo seus objetivos e por quanto tempo pretende deixar o dinheiro aplicado. Como cada título atende a uma necessidade distinta, uma escolha equivocada pode resultar em retorno menor que o esperado.
Fique atento também aos custos. Há cobrança de taxa de custódia e, em algumas corretoras, de taxa de administração. Confirme no site do Tesouro Direto qual é a taxa de custódia em vigor e verifique se o que sua corretora cobra está em linha com o mercado.
Por fim, considere o risco de mercado. Mesmo sendo uma aplicação segura, os preços dos títulos oscilam e podem gerar prejuízo para quem vende antes do vencimento, sobretudo em momentos de forte volatilidade dos juros ou da inflação.
