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Pluxee obtém liminar e suspende efeitos do decreto do PAT sobre vale-refeição

A Pluxee conseguiu na Justiça Federal de São Paulo uma liminar que barra a fiscalização e eventuais punições com base no decreto que regulamentou o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). Com isso, a empresa se junta a outras grandes do setor, como Ticket e VR, que obtiveram decisões parecidas nos seis dias anteriores.

Fundamentos da decisão

O juiz Guilherme Markossian de Castro Nunes, da 10ª Vara Cível Federal, entendeu que o controle de preços pelo Estado e a intervenção em contratos entre particulares ferem os princípios da legalidade e da liberdade econômica. Para o magistrado, impor as novas exigências a contratos já em vigor geraria insegurança jurídica e limitaria a autonomia das partes.

Em comunicado, a Pluxee comemorou o resultado e disse que ele assegura a continuidade de suas operações sem efeitos imediatos sobre o mercado de benefícios.

O que o decreto estabelece

A norma fixou limites e prazos para o funcionamento do vale-refeição e do vale-alimentação:

  • teto de 3,6% para as taxas cobradas de supermercados e restaurantes;
  • prazo máximo de repasse aos estabelecimentos reduzido de 30 para 15 dias;
  • taxa de intercâmbio limitada a 2% e proibição de cobranças extras;
  • obrigação de que, em até um ano, os cartões de benefício funcionem em qualquer maquininha.

Setor dividido

As mudanças receberam apoio de empresas como iFood, Caju, Flash e Swile. Já as operadoras tradicionais, Pluxee, Ticket e VR, que juntas detêm 80% do mercado, foram à Justiça. Elas argumentam que o decreto foi além do que o Congresso aprovou na lei de 2022, cujo objetivo era melhorar o funcionamento do mercado de benefícios, estimulando a concorrência e reduzindo custos.

O Ministério do Trabalho e Emprego disse que ainda não havia sido notificado oficialmente da liminar, mas que pretende recorrer. A disputa sobre as regras do PAT continua nos tribunais.