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IPCA-15 desacelera para 0,20% em janeiro com bandeira verde na energia

A prévia da inflação oficial perdeu força em janeiro e ficou em 0,20%, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em dezembro, a taxa havia sido de 0,25%. A principal responsável pelo alívio foi a energia elétrica.

Energia e passagens em baixa

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) trocou a bandeira tarifária amarela pela verde, o que acabou com a cobrança extra de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora. Com isso, a conta de luz ficou 2,91% mais barata, o que representou impacto de -1,2 ponto percentual no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15).

Os transportes também ajudaram a segurar o índice. As passagens aéreas recuaram 8,92%, e as tarifas de ônibus urbano, 2,79%. Em Belo Horizonte, a adoção da tarifa zero aos domingos e feriados derrubou em 18,26% o preço do serviço.

Combustíveis pressionam

No sentido oposto, os combustíveis ficaram, em média, 1,25% mais caros. O etanol subiu 3,59%, e a gasolina, com alta de 1,01%, foi o item de maior influência individual entre todos os pesquisados, respondendo por 0,05 ponto percentual do IPCA-15.

Comida mais cara

O grupo alimentação e bebidas acelerou de 0,13% em dezembro para 0,31% em janeiro. A alimentação no domicílio avançou 0,21% e encerrou uma série de sete meses seguidos de recuo. As maiores pressões partiram das frutas, que encareceram 4,57%, e da batata-inglesa, que disparou 14,57%. Por outro lado, as reduções no leite longa vida, no arroz e no café moído evitaram uma alta ainda maior.

Acumulado e metodologia

Em 12 meses, o IPCA-15 soma 4,5%, exatamente no teto da meta de inflação do governo, que é de 3% ao ano com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

O IPCA-15 difere do IPCA, o índice oficial, pelo período de coleta e pela abrangência geográfica. A prévia levantou preços entre 13 de dezembro de 2025 e 14 de janeiro de 2026 em 11 regiões metropolitanas. O IPCA de janeiro, que cobre mais localidades, sai em 10 de fevereiro.

Os dois indicadores acompanham os preços de uma cesta de bens e serviços consumidos por famílias que ganham de um a 40 salários mínimos. A apuração inclui cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, retratando o comportamento dos preços para um público amplo e com hábitos de consumo variados.