Companhias afetadas pela sobretaxa de importação imposta pelos Estados Unidos e pelos efeitos da guerra no Oriente Médio passaram a ter acesso, desde 17 de agosto de 2026, às linhas do Plano Brasil Soberano. Nessa data, o BNDES liberou o protocolo de pedidos para uma oferta total de R$ 22,6 bilhões.
Origem dos recursos
Criado em 2025, o programa entra agora na terceira etapa, voltada a negócios brasileiros prejudicados por barreiras comerciais e conflitos internacionais. Do montante disponível, R$ 13,5 bilhões vêm do Tesouro Nacional e R$ 9,1 bilhões saem do caixa do BNDES, banco público vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
Ramos como fertilizantes e minerais críticos também entram no radar do financiamento, dada a relevância econômica dessas atividades. Em março de 2026, o alcance da iniciativa já havia sido estendido a empresas atingidas pelas tensões no Oriente Médio.
Quem pode pedir
Uma portaria interministerial organiza os beneficiários em três blocos:
- Grupo 1: exportadores e respectivos fornecedores afetados diretamente pelas tarifas norte-americanas;
- Grupo 2: segmentos industriais de peso, como têxtil, químico, farmacêutico, automotivo, de máquinas e de minerais críticos;
- Grupo 3: exportadores e fornecedores com atuação nos países do Golfo Pérsico.
No caso das empresas atingidas pelas tarifas ou pelos conflitos, a exigência é que ao menos 1% da receita venha de transações com esses mercados.
Uso do dinheiro e juros
Os valores podem financiar capital de giro, compra de máquinas e equipamentos e projetos de investimento. As taxas variam de 4,3% a 17,5% ao ano, conforme o porte da companhia e a finalidade do empréstimo.
Os empresários podem conferir se estão aptos no portal de elegibilidade do programa, e as condições detalhadas de habilitação estão disponíveis na página do BNDES.
