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INSS desmente corte de aposentadorias de quem ainda não tem a nova carteira de identidade

Boato nas redes sociais

Mensagens falsas espalhadas nas redes sociais na segunda-feira (26) deixaram aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) preocupados. Os textos diziam que o instituto suspenderia o benefício de quem não tivesse a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN). O INSS negou a informação: os pagamentos de quem já recebe seguem normalmente, e não é preciso tomar nenhuma providência imediata.

O que mudou, desde novembro, foi o procedimento para novos pedidos, que passaram a exigir biometria digital. A regra não atinge quem já é aposentado ou pensionista. Os dados biométricos usados pelo órgão vêm da CIN ou, como alternativa, da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e do título de eleitor.

Etapas da exigência biométrica

O calendário foi definido pelo Decreto 12.561/2025. Desde 21 de novembro de 2025, todo novo requerimento já depende de cadastro biométrico. A partir de 1º de maio de 2026, quem pedir benefícios como salário-maternidade, auxílio por incapacidade temporária e pensão por morte e não tiver biometria registrada nos documentos aceitos precisará emitir a CIN para dar andamento ao pedido. Até 2028, a CIN passará a ser o único documento aceito tanto para solicitar quanto para manter benefícios.

Quem fica dispensado

Para quem já recebe algum benefício, não há risco de bloqueio imediato, já que a cobrança será feita aos poucos. Pessoas com doenças que dificultam a locomoção e moradores de locais remotos ficarão dispensados da exigência até que o governo ofereça alternativas.

Também estão entre as exceções os moradores de regiões atendidas pelo projeto PREVBarco e de áreas classificadas como de difícil acesso pelo Índice de Acessibilidade do IBGE de 2018. O INSS promete manter os segurados informados pelo aplicativo e pelo site Meu INSS.

Por que a biometria

Segundo o órgão, a medida reforça a segurança e combate fraudes, para que o dinheiro da Previdência chegue a quem tem direito. O INSS recomenda que os cidadãos providenciem a CIN com antecedência, evitando filas nos institutos de identificação e protegendo melhor os dados pessoais.