Pular para o conteúdo

Copom reduz Selic em 0,25 ponto e taxa básica cai para 13,75% ao ano

A taxa básica de juros da economia brasileira ficou mais baixa. Em decisão unânime na reunião mais recente, o Comitê de Política Monetária (Copom) cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano. A redução foi adotada apesar das incertezas externas, como a guerra no Oriente Médio e o fenômeno climático El Niño, que pesam sobre a economia global.

Inflação sob observação

A Selic é o principal instrumento do país para controlar a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em agosto, o índice teve variação negativa de 0,32%, a menor para o mês em quatro anos, ajudada pelos descontos na conta de luz e pelo recuo dos alimentos. O El Niño, porém, deve complicar o quadro e encarecer a comida nos próximos meses.

Desde janeiro de 2025, vigora o regime de meta contínua, com alvo de 3% ao ano e tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. O Banco Central elevou sua projeção para o IPCA de 2026 de 3,9% para 5,2%, e mudanças no comportamento dos preços podem levar a novos ajustes.

Como os juros afetam a economia

A Selic serve de referência para as demais taxas do país. Quando sobe, o crédito fica mais caro e a demanda perde força; quando cai, como agora, o dinheiro fica mais barato, mas cresce a preocupação com a inflação. Por isso, para cortar os juros, o Banco Central precisa avaliar que os preços estão controlados e sem ameaça próxima de alta.

Com o crédito mais acessível, a tendência é de estímulo ao consumo e à produção. A projeção do Banco Central é de crescimento de 2% da economia em 2026. O mercado estima um avanço um pouco menor, de 1,89%, abaixo dos 1,98% previstos anteriormente.

Próximos passos

Em meio a um ambiente internacional instável, o Copom continuará acompanhando os efeitos do El Niño e das tensões geopolíticas, observando como esses fatores podem mexer com os preços de ativos e de commodities.