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BC decreta liquidação extrajudicial da CBSF, ex-Reag, investigada no caso Master

A CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., que até pouco tempo atrás se chamava Reag Investimentos, teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central nesta quinta-feira. Sediada em São Paulo, a instituição é suspeita de envolvimento em fraudes financeiras ligadas ao Banco Master. Segundo a autoridade monetária, a medida foi adotada por causa de graves violações às regras que disciplinam a atuação das empresas no Sistema Financeiro Nacional (SFN).

Busca e apreensão e patrimônio bloqueado

O cerco à distribuidora se intensificou depois que a Polícia Federal cumpriu, na quarta-feira, mandados de busca e apreensão na segunda etapa da Operação Compliance Zero. Um dos alvos foi João Carlos Mansur, que já ocupou o cargo de CEO da empresa. O BC informou também que os bens dos controladores e dos antigos administradores foram declarados indisponíveis, para impedir que o patrimônio seja dilapidado.

Fundos vão mudar de gestor

De acordo com as apurações, a Reag teria administrado fundos fraudulentos a serviço do Banco Master, valendo-se de uma ciranda financeira para esconder quem eram os verdadeiros beneficiários. A gestora cuidava de cerca de 90 fundos de investimento, que precisarão de novos administradores. Mesmo com as suspeitas, esses fundos não serão extintos.

Caso está no STF

Os investigadores estimam que o esquema pode ter retirado mais de R$ 11 bilhões do SFN em benefício de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e de parentes dele. O processo começou na primeira instância da Justiça Federal, mas foi transferido para o Supremo Tribunal Federal (STF) diante da possível participação de autoridades com foro privilegiado.

O relator é o ministro Dias Toffoli, que deu aval às diligências mais recentes. Toffoli, porém, também é alvo de questionamentos por ter viajado em jatinho particular ao lado de um advogado vinculado ao processo antes de decretar sigilo sobre o caso.

TCU de olho no Banco Central

Em paralelo, o Tribunal de Contas da União (TCU) demonstrou interesse no tema e sinalizou que pode investigar a conduta do Banco Central nas medidas que resultaram na liquidação do Banco Master.