Muita gente acredita que aplicar dinheiro é coisa para quem já tem uma fortuna guardada. A ideia está errada. Hoje é possível dar os primeiros passos com quantias bem modestas, porque o mercado financeiro ficou mais acessível e abriu espaço para que qualquer pessoa se torne investidora. Se você quer colocar seu dinheiro para render, ainda que seja pouco, confira as orientações a seguir.
Organize as finanças antes de tudo
O planejamento é a etapa que não pode ser pulada: é ele que vai orientar suas escolhas e evitar desvios pelo caminho. Comece mapeando sua situação atual. Anote todas as receitas e todos os gastos do mês para descobrir quanto sobra e, assim, quanto pode ir para as aplicações.
A partir desse diagnóstico, estabeleça uma quantia para investir com regularidade. Não precisa ser alta; o que importa é começar. Antes, porém, forme uma reserva de emergência, que sirva de proteção contra imprevistos. E aplique apenas o que puder ficar investido por algum tempo sem abalar sua estabilidade.
Alternativas para quem tem pouco
Com as contas organizadas, chega a hora de conhecer as possibilidades. Mesmo com valores baixos, as opções são várias:
- Tesouro Direto: programa do governo que vende títulos públicos com aplicação mínima reduzida; é simples e seguro para quem está começando.
- Fundos de investimento: há fundos com entrada mais barata. Neles, vários investidores juntam dinheiro para aplicar em conjunto, com uma carteira diversificada.
- CDBs (Certificados de Depósito Bancário): emitidos pelos bancos, também aceitam aportes pequenos. Fique de olho no rendimento e na data de vencimento.
- Corretoras sem taxa: algumas não cobram corretagem, o que ajuda o iniciante a gastar menos.
A escolha precisa combinar com seus objetivos e com seu perfil. Investidores conservadores tendem a optar por alternativas mais seguras, como o Tesouro Direto; os mais arrojados podem se aventurar em ações e fundos multimercados.
Constância vale mais que velocidade
Investir se parece mais com uma maratona do que com uma prova de 100 metros, e a regularidade é decisiva. Transforme a aplicação em hábito a cada vez que receber seus ganhos, com um dia fixo no mês para separar o dinheiro, do mesmo jeito que você paga as contas de rotina.
Uma saída é agendar transferências automáticas da conta corrente para os investimentos. Além de prático, o recurso evita que você acabe gastando o que deveria poupar.
Mesmo começando com pouco, não despreze os juros compostos, tidos como a força mais poderosa no mundo dos investimentos. Com o passar do tempo, o dinheiro aplicado gera rendimentos, que também são reinvestidos e passam a produzir ainda mais retorno.
Revise o planejamento periodicamente e ajuste as aplicações quando necessário. Com disciplina e foco, mesmo quantias pequenas tendem a fazer o patrimônio crescer ao longo dos anos.
