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Correios voltam a abrir demissão voluntária e miram corte anual de R$ 2,1 bi com pessoal

Prazos e quem pode aderir

A partir da primeira semana de fevereiro, os Correios voltam a receber inscrições para o Plano de Desligamento Voluntário (PDV). A adesão fica aberta até 31 de março, e as saídas devem ser concretizadas até o fim de maio.

Há mudanças em relação à edição anterior. Agora pode participar qualquer empregado com no mínimo dez anos de casa e que tenha recebido remuneração efetiva em pelo menos 36 meses dos últimos cinco anos. O interessado não pode ter chegado aos 75 anos até a data do desligamento. Os incentivos financeiros do PDV de 2025 foram mantidos, e há vantagens como o ingresso no Plano de Saúde Família em condições mais acessíveis.

Parte de um plano de reestruturação

O programa integra a Fase 1 do Plano de Reestruturação econômico-financeiro da estatal, que vai de 2025 a 2027 e busca cortar custos operacionais para assegurar a sobrevivência da empresa. Em dezembro, os Correios levantaram R$ 12 bilhões em crédito para financiar essas ações, que devem ter efeito positivo de R$ 5 bilhões no ajuste das despesas até 2028.

Uma das metas é reduzir em R$ 2,1 bilhões por ano os gastos com pessoal, com até 15 mil adesões ao PDV até 2027. Na edição de 2025, cerca de 3,5 mil empregados aderiram. A empresa aponta um déficit estrutural acima de R$ 4 bilhões por ano e prejuízo acumulado que alcançava R$ 6,057 bilhões até setembro de 2025.

Agências fechadas e imóveis à venda

Outras frentes de economia estão previstas. A estatal planeja encerrar mil agências deficitárias de uma rede que hoje soma mais de 10.350 pontos de atendimento, além de 1,1 mil unidades de distribuição e tratamento espalhadas pelo país. Também está nos planos a venda de imóveis sem uso, para obter receita extra e reduzir despesas de manutenção. O objetivo é enfrentar a crise financeira, que inclui patrimônio líquido negativo de R$ 10,4 bilhões registrado recentemente.

O que a empresa espera

Os Correios contam com o novo PDV para avançar no reequilíbrio das contas e viabilizar mudanças estruturais relevantes. A empresa quer ainda estabilizar a operação e recuperar indicadores de qualidade e de liquidez, que pioraram nos últimos anos. A adaptação às exigências do mercado e aos problemas internos segue como prioridade da estatal, que diz buscar eficiência e relevância social.