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Dólar cai a R$ 5,174 no último pregão de setembro e Ibovespa avança 1,37%

Dólar recua e bolsa sobe no fechamento de setembro

O último dia de setembro foi de alívio nos mercados. A inflação americana veio mais fraca do que o esperado e reduziu as apostas em novas altas de juros pelo Federal Reserve. Nesse ambiente, o dólar perdeu 0,76% e fechou a R$ 5,174, enquanto o Ibovespa ganhou 1,37% e chegou aos 186.340,46 pontos.

PCE abaixo das projeções

Nos Estados Unidos, o núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE), que exclui alimentos e energia, subiu 0,2% em agosto, contra estimativa de 0,3%. O indicador cheio avançou 0,3%, abaixo dos 0,4% projetados. Com a menor probabilidade de aperto monetário, os rendimentos dos títulos do Tesouro americano foram afetados, o que beneficiou as moedas da América Latina, entre elas o real.

Balanço do mês e do trimestre

Em setembro, o dólar teve leve baixa de 0,15%, mas no terceiro trimestre acumulou valorização de 0,23%. O Ibovespa subiu 5,03% no mês e 8,32% no trimestre. Parte desse desempenho veio do dinheiro estrangeiro: até 28 de setembro, investidores de fora colocaram R$ 9,569 bilhões líquidos na bolsa, e no ano o saldo positivo se aproxima de R$ 29 bilhões.

Petróleo também sobe

Os contratos futuros da commodity encerraram em alta. Na ICE (Intercontinental Exchange), o Brent para dezembro avançou 1,94%, a US$ 98,03 o barril. Na Nymex (New York Mercantile Exchange), o WTI para novembro ganhou 1,16%, a US$ 90,42. No acumulado de setembro, o Brent subiu cerca de 7% e o WTI, 6%.

O mercado seguiu de olho nas tensões no Oriente Médio, sobretudo no Estreito de Ormuz, mas o efeito foi amenizado pelo crescimento das exportações de petróleo da região por caminhos alternativos. Nos EUA, segundo o Departamento de Energia, os estoques de petróleo subiram de forma inesperada, ao passo que os de gasolina tiveram queda expressiva.