Pular para o conteúdo

Indústria avança 1,8% em janeiro, mas ainda não recupera tombo do fim de 2025

A produção da indústria brasileira subiu 1,8% em janeiro na comparação com dezembro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta, porém, ficou aquém do necessário para compensar o recuo acumulado em 2025: o setor ainda carrega um saldo negativo de 0,8%. André Macedo, gerente da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), avaliou que o resultado é positivo, mas não apaga as perdas registradas no final do ano passado.

Quem puxou a alta

O avanço foi concentrado em alguns segmentos. Veículos automotores, reboques e carrocerias cresceram 6,3%; produtos químicos, 6,2%; e coque, derivados de petróleo e biocombustíveis, 2%. Segundo Macedo, a volta das linhas de produção depois das férias coletivas de dezembro ajudou a explicar o desempenho, que se espalhou pelas grandes categorias econômicas.

Seis atividades, ainda assim, recuaram no mês. O destaque negativo ficou com máquinas e equipamentos, que caíram 6,7% pela segunda vez seguida. O gerente do IBGE associou essa retração aos juros altos, que deixam mais caro o financiamento de bens de capital para a indústria e para o campo e acabam freando a compra de máquinas.

Comparação anual e horizonte de 12 meses

Frente a janeiro de 2025, a produção cresceu apenas 0,2%. O dado quebrou uma série de resultados negativos, mas não reverteu o quadro dominante: duas das quatro grandes categorias econômicas e 17 dos 25 ramos pesquisados continuaram no vermelho. Pesaram nessa conta o número menor de dias úteis e a base de comparação forte, já que a indústria tinha avançado 1,3% em 2025.

No acumulado de 12 meses, o setor mostra expansão de 0,5%. O ritmo, no entanto, é mais fraco que os 3,1% observados em dezembro de 2024 e os 2,9% de janeiro de 2025. Para Macedo, a indústria segue crescendo, mas perde fôlego de forma clara.