Levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostra que o valor médio da cesta básica subiu em fevereiro em 14 capitais. Em outras 12 capitais e no Distrito Federal, o consumidor pagou menos.
Altas e baixas do mês
Natal encabeçou as elevações, com 3,52%. João Pessoa, Recife, Maceió, Aracaju e Vitória também tiveram aumentos relevantes, entre 1,79% e 2,03%. Do lado das quedas, o destaque foi Manaus (-2,94%), com Cuiabá e Brasília logo atrás.
No acumulado de 2026, a cesta ficou mais cara em 25 capitais, sobretudo no Rio de Janeiro, em Aracaju e em Vitória. Florianópolis e Brasília foram as únicas a registrar recuo.
Feijão e carne em alta
O feijão foi o item que mais pressionou o custo em fevereiro: subiu em 26 unidades da federação, com exceção de Boa Vista, onde caiu 2,41%. A oferta escassa, resultado de dificuldades na colheita e de uma área plantada menor, explica a escalada. Em Campo Grande, o quilo do grão saltou 22,05%.
A carne bovina de primeira também ficou mais cara, em 20 capitais, reflexo da menor disponibilidade de animais para abate e do aquecimento das exportações.
Ranking de preços e salário necessário
São Paulo teve a cesta de maior valor do país, R$ 852,87, seguida por Rio de Janeiro, Florianópolis e Cuiabá. Os menores custos ficaram com capitais do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente: Aracaju, Porto Velho, Maceió e Recife.
Tomando como base a cesta paulistana e o preceito constitucional de que o salário mínimo deve bastar para cobrir as despesas essenciais de uma família, o Dieese calculou que o piso necessário seria de R$ 7.164,94, ou 4,42 vezes o mínimo em vigor na época, de R$ 1.621,00.
