As ações podem ser um bom caminho para quem busca retorno no longo prazo. Só que, antes de fazer a primeira compra, é importante conhecer as cobranças que acompanham esse tipo de aplicação. Elas mexem diretamente no ganho final e precisam entrar no planejamento de quem investe.
O preço de cada ordem
Uma das cobranças mais frequentes é a corretagem, valor que a corretora recebe para executar as ordens de compra e de venda do cliente na bolsa. Os valores mudam muito de uma instituição para outra: há quem cobre uma quantia fixa por operação e há quem aplique um percentual sobre o volume negociado. Algumas casas chegam a zerar a corretagem para certos perfis de investidor. Por isso, compare as condições de várias corretoras antes de decidir onde abrir conta.
Guarda dos papéis
Outra tarifa possível é a de custódia, cobrada pela manutenção das ações em nome do investidor. Funciona como uma espécie de aluguel, mensal ou trimestral, pago à corretora para que ela guarde os ativos. Hoje, muitas instituições dispensam essa cobrança para conquistar clientes, então vale conferir se a sua corretora, ou a que você pretende contratar, oferece esse benefício.
O que a bolsa cobra
A própria B3 também tem suas tarifas sobre as negociações: a de liquidação e os emolumentos. A primeira remunera o processo de transferência dos papéis entre quem compra e quem vende; a segunda cobre os custos operacionais da bolsa. São valores baixos, mas incidem sobre todas as operações e, por isso, não devem ser ignorados.
Imposto e demais despesas
Há ainda outros gastos que podem afetar a aplicação. O principal é o Imposto de Renda sobre o ganho de capital: quem lucra ao vender ações precisa recolher o tributo, de acordo com uma alíquota própria. Costuma existir isenção para vendas abaixo de um limite mensal, mas é indispensável confirmar as regras no site da Receita Federal para não ficar desatualizado.
Algumas recomendações práticas:
- Na escolha da corretora, observe também cobranças como as de transferência de recursos (TED) e se há algum pacote de serviços adequado ao seu perfil.
- Registre os custos de cada operação para saber quanto as tarifas de fato consomem da sua rentabilidade.
- Leia com atenção o contrato com a corretora e esclareça todas as dúvidas antes de começar a operar, evitando surpresas.
