A cada temporada de declaração, milhões de contribuintes correm para juntar papéis. Ter clareza sobre o que separar torna o preenchimento menos estressante e reduz a chance de equívocos que acabem gerando pendências com a Receita Federal.
Identificação do contribuinte e da família
Comece pela documentação pessoal. O CPF é indispensável, tanto o seu quanto o de cada dependente que entrará na declaração. Deixe à mão também o título de eleitor e, se for o caso, os dados da conta bancária em que deseja receber a restituição ou pela qual vai pagar o imposto.
Quem trocou de endereço nos últimos 12 meses deve ter um comprovante de residência recente. Já para incluir cônjuge ou dependentes, são necessários documentos que comprovem a relação, como certidão de casamento ou de nascimento.
Tudo o que você recebeu
Os comprovantes de renda estão entre os itens mais relevantes. O trabalhador com carteira deve receber do empregador o informe de rendimentos, que traz o salário do ano, as contribuições à previdência e o Imposto de Renda retido na fonte.
Quem tem outras receitas precisa reunir comprovantes detalhados de cada uma: recibos de trabalho autônomo, aluguéis, aposentadorias e pensões, além de ganhos com aplicações financeiras, como ações e fundos. Sócios de empresas devem incluir o pró-labore e os lucros distribuídos.
Gastos que reduzem o imposto
Algumas despesas podem diminuir o imposto devido ou aumentar o valor a restituir. É o caso dos gastos com saúde, que exigem recibos e notas fiscais com o valor pago, o nome do profissional ou da clínica e o respectivo CPF ou CNPJ.
A educação também entra nas deduções, mas convém conferir os tetos válidos em cada ano; comprovantes de matrícula e de pagamento às escolas servem como prova. As contribuições à previdência, seja a oficial ou a privada, igualmente podem ser abatidas mediante comprovante.
Compra e venda de patrimônio
Negócios envolvendo bens, como casas, apartamentos e carros, precisam constar da declaração. Por isso, guarde contratos de compra e venda, guias de impostos recolhidos e comprovantes de quitação de dívidas relacionadas a esses bens.
Se a venda de algum bem deu lucro, acompanhe os valores do ganho de capital, que é tributado. Quando houver imposto a pagar sobre a operação, mantenha também as guias de recolhimento.
Organização prévia
Separar tudo com antecedência e manter cópias, digitais ou em papel, bem arquivadas pode ser decisivo para entregar a declaração corretamente e sem sustos. Em caso de dúvida sobre algum documento específico da sua situação, consulte o site da Receita Federal.
