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Dólar sobe 0,97% e fecha a R$ 5,224 com petróleo acima de US$ 100 e tensão externa

A escalada das tensões no Oriente Médio e a disparada do petróleo empurraram o dólar para cima nesta quinta-feira (1º). A moeda norte-americana avançou 0,97% ante o real e terminou o pregão cotada a R$ 5,224. No exterior, o índice DXY, que compara o dólar a uma cesta de outras divisas, ganhou 0,58%, sinal da força da moeda no mercado global.

Oscilação ao longo do dia

A menor cotação, R$ 5,169, foi registrada às 9h40, e a máxima, R$ 5,240, ocorreu pouco antes das 14h. Mesmo com a valorização desta sessão, o dólar ainda recua 4,83% em 2026. A busca dos investidores por ativos considerados mais seguros, diante do conflito e do petróleo mais caro, sustentou a alta.

Ibovespa em alta com Petrobras

Na bolsa, o Ibovespa subiu 0,46% e encerrou aos 187.197,46 pontos, com as ações da Petrobras como principal motor, favorecidas pela valorização do petróleo. Depois de fechar setembro com ganho de 5%, o índice acumula valorização de 16,2% no ano. O giro financeiro somou R$ 26 bilhões, mas houve certa cautela dos investidores em relação ao quadro internacional e à proximidade das eleições no Brasil. Em Nova York, o S&P 500 teve leve alta de 0,19%.

Brent acima de US$ 100

O barril do Brent, referência global, saltou 4,37% e fechou a US$ 102,31. O WTI, do Texas, ganhou 2,71%, para US$ 92,87. Além do conflito, pesaram os receios sobre a oferta mundial de combustíveis, as notícias de deslocamento de tropas norte-americanas para a região e a suspensão temporária, pela China, das vendas de derivados de petróleo para destinos que não sejam Hong Kong e Macau. Os agentes também acompanham a possibilidade de a União Europeia liberar seus estoques de diesel.