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Aversão ao risco leva dólar a R$ 5,149 e derruba Ibovespa para 185,5 mil pontos

Os investidores evitaram riscos nesta segunda-feira (14), pressionados por tensões internacionais e pela incerteza política no país. Nesse ambiente, a moeda norte-americana subiu 0,49% e fechou cotada a R$ 5,149, enquanto o Ibovespa terminou o dia com perda de 0,91%, aos 185.500,88 pontos.

Câmbio perde fôlego à tarde

No período da manhã, o dólar chegou a avançar mais de 1% e bateu R$ 5,183, acompanhando o movimento externo de fortalecimento da divisa e a procura por proteção, em um contexto de conflitos geopolíticos e petróleo mais caro. O ímpeto diminuiu na parte da tarde, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou a possibilidade de negociar com o Irã, o que reduziu o receio de problemas no abastecimento mundial da commodity.

No front doméstico, pesaram as dúvidas trazidas pelas pesquisas eleitorais e a crise no Supremo Tribunal Federal (STF). A corte deve examinar nesta terça-feira (15) um caso que envolve o ministro Alexandre de Moraes e o Banco Master, tema que vem atraindo grande atenção.

Mineradoras puxam a bolsa para baixo

Ao longo da sessão, o Ibovespa variou entre a mínima de 183.813,36 pontos e a máxima de 187.320,96 pontos. As ações de mineração foram as que mais sofreram, prejudicadas pela queda dos contratos futuros de minério de ferro na China e pelo quadro político interno. O giro financeiro foi de R$ 24,4 bilhões.

Lá fora, os temores relacionados aos riscos da inteligência artificial também afetaram os negócios. Em Nova York, o S&P 500 recuou 0,48%.

Brent sobe com ataques no Oriente Médio

O petróleo esteve entre os principais vetores do dia. Logo cedo, o Brent disparou quase 5% e chegou a US$ 109,80, após ataques a instalações de energia na Arábia Saudita e a embarcações no Oriente Médio. A pressão diminuiu com as especulações sobre conversas entre Washington e Teerã e com notícias de uma eventual trégua entre Rússia e Ucrânia, mas o barril ainda fechou com ganho de 1,02%, a US$ 105,68.

A escalada do petróleo reforça as preocupações com a inflação e pode afetar as decisões de política monetária das principais economias do mundo.