Aposentados, pensionistas do INSS e servidores públicos estão entre os maiores usuários do crédito consignado, uma das linhas de empréstimo mais procuradas do país. O que torna essa opção tão atraente e que riscos ela pode trazer? Conhecer os dois lados ajuda a decidir com mais segurança.
Como funciona
A marca registrada do consignado é a cobrança automática: as prestações são descontadas diretamente do salário ou do benefício de quem contrata, antes de o valor ser depositado na conta. Todo mês, portanto, uma fatia da remuneração ou da aposentadoria já sai comprometida com a dívida.
Esse mecanismo dá mais garantia ao banco ou à financeira, que por isso costuma cobrar juros mais baixos do que em outras linhas. A comodidade, no entanto, tem contrapartidas que merecem atenção.
Pontos positivos
O principal atrativo é o custo. Em comparação com o cheque especial ou o cartão de crédito, os juros do consignado tendem a ser menores, já que o risco de calote cai quando o pagamento sai direto da folha ou do benefício. Outros benefícios:
- Contratação descomplicada: o processo costuma ser mais rápido e simples, com menos documentos exigidos e aprovação em poucos dias, em geral.
- Prazos longos: o pagamento costuma ser distribuído por mais tempo, o que deixa as parcelas mais compatíveis com o orçamento.
Onde mora o perigo
Embora seja uma boa saída em várias situações, o consignado tem riscos. O maior deles é comprometer renda demais: como a parcela é retida na fonte, o dinheiro que sobra para as demais contas do mês pode encolher bastante.
- Dívida sem fim: a facilidade de acesso e os prazos estendidos podem levar o tomador desatento a emendar um empréstimo no outro.
- Juros acumulados: mesmo sendo menores, os encargos podem se somar ao longo do tempo, sobretudo quando se recorre a novos créditos para quitar os antigos.
Antes de assinar
Avalie com calma suas finanças. Confira se a prestação cabe no orçamento e se o que restar será suficiente para os gastos do mês. Também é sensato comparar ofertas de várias instituições, porque as condições mudam de uma para outra.
Consulte ainda o órgão ou a instituição a que você está vinculado, como o INSS ou o empregador, para saber qual é o percentual máximo da renda que pode ser comprometido. Assim, você evita sustos mais adiante.
Por último, projete suas despesas futuras. Se houver previsão de gastos maiores ou de queda na renda, pense em como o desconto em folha afetará sua capacidade de honrar os compromissos. Esse cuidado protege sua saúde financeira e impede que você caia em uma espiral de endividamento.
