Segurança costuma ser uma das primeiras preocupações de quem aplica em renda fixa. No Brasil, uma das ferramentas que dão mais tranquilidade a esse investidor é o Fundo Garantidor de Créditos, o FGC. Ele funciona de forma parecida com um seguro para certos tipos de aplicação e cumpre um papel relevante para o sistema financeiro do país. Conhecer suas regras ajuda a escolher melhor onde colocar os recursos.
Uma proteção mantida pelo setor privado
O FGC é uma entidade privada cuja missão é resguardar o investidor quando uma instituição financeira, como um banco ou uma cooperativa de crédito, fica insolvente. A garantia vale até um teto definido por CPF e por instituição e alcança diversos produtos, entre eles CDBs, poupança, LCI e LCA. O valor máximo em vigor pode ser conferido no site oficial do fundo.
O que acontece se o banco quebrar
Se uma instituição deixa de ter condições de cumprir suas obrigações, o FGC é acionado e devolve o dinheiro aos aplicadores. Como existe um limite por CPF e por instituição, quem tiver aplicado acima desse valor corre o risco de não reaver tudo. Por outro lado, para quem mantém recursos em várias instituições cobertas, o teto é calculado separadamente em cada uma.
Produtos com garantia
Entre as aplicações protegidas, as mais conhecidas são:
- Poupança: a tradicional caderneta;
- CDB (Certificado de Depósito Bancário): papel de renda fixa emitido por bancos;
- LC (Letra de Câmbio): título emitido por financeiras;
- LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e LCA (Letra de Crédito do Agronegócio): aplicações sem cobrança de Imposto de Renda para pessoas físicas.
Em geral, ações, fundos de investimento e produtos mais sofisticados ficam fora da cobertura do FGC.
Boas práticas antes de aplicar
Levar o teto da garantia em conta é essencial na hora de distribuir o patrimônio. Concentrar uma soma alta em um único banco pode deixar parte do dinheiro descoberta se algo der errado. Também vale checar, antes de investir, se a instituição está entre as associadas ao FGC, informação disponível no site oficial do fundo.
Por fim, examine as regras e características de cada produto, sempre de acordo com seu perfil e com as metas que pretende atingir. Um bom planejamento é decisivo para proteger o patrimônio e fazê-lo crescer de forma saudável.
