A compra da casa própria costuma ser um momento de grande expectativa, mas também envolve uma das decisões financeiras mais relevantes da vida, e por isso exige planejamento. No Brasil, o financiamento imobiliário está entre os caminhos mais usados para chegar ao imóvel. Antes de assinar o contrato, porém, é preciso avaliar diversos aspectos para ter certeza de que a escolha é adequada ao seu bolso.
Quanto cabe no orçamento
O primeiro passo é saber quanto você consegue pagar. Para isso, levante sua renda líquida mensal e todos os gastos fixos e variáveis. A prestação não deve consumir mais do que uma fatia saudável do orçamento, sob risco de gerar aperto no futuro.
Lembre ainda que a compra traz outras despesas além das parcelas, como impostos, taxas de cartório e possíveis reformas ou consertos depois da mudança.
Juros e Custo Efetivo Total
A taxa de juros está entre os itens que mais pesam, porque determina quanto o imóvel vai custar ao final do contrato. Pesquisar e comparar as condições de vários bancos e financeiras é indispensável.
Não olhe só para os juros: tarifas administrativas e seguros também entram na conta. Há instituições que anunciam taxa menor, mas cobram mais em outros encargos. O indicador que reúne todos esses custos é o Custo Efetivo Total (CET), e é ele que deve orientar a comparação.
SFH ou SFI
As modalidades mais comuns no país são o Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e o Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI). Cada uma tem regras, limites e vantagens próprios:
- SFH: voltado a imóveis mais baratos, permite usar o FGTS e normalmente tem juros menores.
- SFI: atende imóveis mais caros e não aceita FGTS; as taxas são mais flexíveis, mas costumam ser mais altas que as do SFH.
Conheça os detalhes de cada sistema e opte pelo que combina melhor com suas necessidades e sua capacidade de pagamento.
Prazo, amortização e quitação
O tempo de financiamento varia muito e afeta diretamente o valor das prestações. Um prazo maior reduz a parcela mensal, mas encarece o total pago, por causa dos juros acumulados.
Confira também as regras para amortizar ou quitar a dívida antes do prazo. Alguns credores cobram tarifa extra nesses casos, enquanto outros dão benefícios a quem antecipa pagamentos. Conhecer essas condições pode gerar economia ao longo dos anos.
Como aumentar as chances de aprovação
Vale saber de antemão o que os bancos avaliam para liberar o crédito: a situação financeira do cliente, a pontuação de crédito e o histórico em órgãos de proteção ao crédito, como SPC e Serasa.
A recomendação é resolver dívidas pendentes antes do pedido e separar toda a documentação que comprove renda e situação financeira. Esses cuidados elevam a probabilidade de aprovação e podem até garantir condições melhores.
