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Como funciona a tributação de renda fixa, ações, fundos imobiliários e previdência

Muita gente que investe se preocupa apenas com a estratégia para ganhar mais e deixa de lado um ponto decisivo: os impostos. Como eles podem reduzir bastante o retorno das aplicações, entender de que forma a tributação atinge cada produto é indispensável. Veja abaixo como funciona a cobrança sobre alguns dos investimentos mais comuns no Brasil.

Renda fixa: tabela regressiva e isenções

Tesouro Direto e outros títulos de renda fixa, como os Certificados de Depósito Bancário (CDBs), pagam Imposto de Renda (IR) sobre o rendimento. A tabela é regressiva: quanto maior o tempo de permanência na aplicação, menor a alíquota. Como o percentual depende do prazo, convém conferir a tabela atualizada no site da Receita Federal.

Já as letras de crédito, como LCI e LCA, são isentas de IR para pessoas físicas. Na comparação entre um CDB e uma LCI, por exemplo, essa isenção pode pesar muito no resultado líquido.

Ações: ganho de capital e day trade

Quem negocia ações precisa ficar atento à tributação do ganho de capital. Nas operações comuns em bolsa, a alíquota de IR é fixa. As operações de day trade, em que o papel é comprado e vendido no mesmo dia, seguem uma alíquota diferente. Há também um limite de ganhos mensais abaixo do qual pode haver isenção, e essa condição deve ser verificada no site da Receita Federal.

Fundos imobiliários: rendimentos isentos sob condições

Os fundos imobiliários (FIIs) seguem regras próprias. Os rendimentos pagos todo mês às pessoas físicas não sofrem IR, desde que alguns requisitos sejam cumpridos, como um número mínimo de cotistas no fundo e a negociação das cotas somente em bolsa ou em mercado de balcão organizado.

Previdência privada: dois regimes à escolha

Nos planos de previdência, o participante pode optar entre o regime regressivo e o progressivo. No primeiro, o IR é retido na fonte e a alíquota cai com o passar dos anos. No segundo, aplica-se a mesma tabela progressiva usada para rendimentos como salários, e as alíquotas sobem conforme o valor.

Também é preciso decidir entre PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre). O PGBL permite abater as contribuições da base de cálculo do IR até um limite, mas, no resgate, o imposto incide sobre todo o montante acumulado. O VGBL não oferece esse abatimento, em compensação a tributação recai só sobre os rendimentos.

O que não pode faltar

Saber como os impostos afetam cada aplicação é o que permite calcular o ganho líquido e escolher com mais critério. Guardar a documentação e controlar de perto as operações também evita dores de cabeça com a Receita Federal.

Recorra a fontes oficiais e, quando houver dúvidas, a um contador ou especialista em finanças, que pode esclarecer os detalhes da tributação. Como as regras podem mudar com o tempo, acompanhe as alíquotas e normas em vigor.