Pular para o conteúdo

IPCA de dezembro sobe 0,33% e inflação de 2025 termina em 4,26%, dentro da meta

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,33% em dezembro, acima dos 0,18% de novembro, e encerrou 2025 com alta acumulada de 4,26%, abaixo do limite de 4,5% da meta do governo. Os números foram publicados nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Transporte por aplicativo e avião

A maior variação entre os grupos pesquisados ficou com Transportes, que subiu 0,74% e respondeu por 0,15 ponto percentual do índice do mês. Os destaques foram o transporte por aplicativo, 13,79% mais caro, e as passagens aéreas, que encareceram 12,61%. Os combustíveis voltaram a subir, 0,45%, depois de recuo de 0,32% em novembro; o etanol aumentou 2,83% e a gasolina, 0,18%.

Eletrônicos para cima, luz para baixo

Artigos de residência teve a segunda maior alta, de 0,64%, revertendo a baixa de 1% do mês anterior, com aumentos em TV, som e informática (1,97%) e em eletroeletrônicos (0,81%).

Na direção oposta, Habitação foi o único grupo a apresentar variação negativa no mês: recuou 0,33%, após subir 0,52% em novembro. O motivo foi a redução de 2,41% na conta de luz residencial, consequência da mudança da bandeira tarifária vermelha para a amarela.

Saúde e alimentos

Saúde e cuidados pessoais teve alta de 0,52%, com reajustes nos planos de saúde (0,49%) e nos itens de higiene pessoal (0,52%).

Alimentação e bebidas subiu 0,27%. A comida consumida em casa ficou 0,14% mais cara, encerrando a série de quedas dos meses anteriores; cebola (12,01%) e batata-inglesa (7,65%) foram as maiores altas, enquanto o leite longa vida caiu 6,42%. A alimentação fora de casa acelerou para 0,60%, com o lanche subindo 1,50%.

INPC desacelera

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias com renda de um a cinco salários mínimos, fechou 2025 com alta de 3,90%, menor que os 4,77% de 2024. Os alimentos subiram 2,63% no indicador, e os demais produtos, 4,32%. Calculado pelo IBGE desde 1979, o INPC leva em conta preços de várias regiões metropolitanas e capitais.