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Terceiro leilão do Eco Invest Brasil atrai R$ 80 bi em equity para a economia verde

Nesta quarta-feira (28), o Tesouro Nacional apresentou o desfecho da terceira rodada de leilões do Programa Eco Invest Brasil, o maior já realizado pela iniciativa. A rodada mobilizou em torno de R$ 80 bilhões em aportes de participação acionária (equity), dos quais R$ 24 bilhões têm origem pública. Foram aprovados oficialmente R$ 15 bilhões em capital público, com a expectativa de destravar cerca de R$ 53 bilhões em recursos privados.

Uma fatia relevante, superior a R$ 11 bilhões, deve ser canalizada para startups e para pequenas e médias empresas, com ênfase em inovação, sustentabilidade e crescimento de longo prazo. A ideia é apoiar segmentos que apostam em tecnologias novas e em práticas sustentáveis.

Quem venceu e para onde vai o dinheiro

Seis instituições financeiras foram vitoriosas nesta edição. O Itaú se destacou ao ficar com aproximadamente 50% do volume aprovado, perto de R$ 30 bilhões. Completam a lista Bradesco, Banco do Brasil, BNDES, HSBC e Caixa Econômica Federal.

Projetos de Transição Energética concentram a maior parte do financiamento, com 64,5% das propostas homologadas. Na sequência aparecem Economia Circular, Bioeconomia e Infraestrutura Verde.

Como funciona o programa

Criado em 2024, o programa procura atrair investidores privados para empreendimentos sustentáveis por meio de instrumentos financeiros inovadores, entre eles uma proteção parcial contra oscilações do câmbio. Biomas, inovação tecnológica, indústria verde e infraestrutura climática estão entre os segmentos contemplados.

A coordenação cabe aos ministérios da Fazenda e do Meio Ambiente, e conta com o suporte da Embaixada do Reino Unido e do Banco Interamericano de Desenvolvimento. Após três leilões, o programa se consolida como a maior iniciativa de finanças verdes do país. Os vencedores terão 24 meses para captar recursos no exterior e até 60 meses para efetivar os aportes nos projetos escolhidos.

Modalidades como private equity e venture capital ocupam lugar central no desenho do programa, porque incentivam investimentos em startups e companhias em expansão ligadas à economia verde. O capital público funciona como catalisador: reduz riscos e, ao mesmo tempo, estimula a entrada do setor privado.

Potencial acumulado

O Eco Invest já reúne R$ 127 bilhões em potencial de mobilização, segundo dados do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Entre os setores estratégicos estão o combustível sustentável de aviação, com R$ 12,2 bilhões, e as a cadeia de veículos elétricos e baterias, com R$ 9,3 bilhões. O objetivo do país é ganhar competitividade na economia verde global.