A atividade econômica do país voltou a subir em agosto, com avanço de 0,5% após dois meses seguidos de retração. O dado consta do Monitor do PIB da Fundação Getulio Vargas (FGV), publicado nesta segunda-feira (19). Em 12 meses, o crescimento acumulado chega a 1,8%.
O que puxou a alta
Segundo Claudio Considera, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV, a indústria extrativa e os serviços tiveram contribuição decisiva para o resultado do mês. Pela ótica da demanda, exportações e gastos do governo ajudaram, ainda que o consumo das famílias tenha perdido fôlego.
No trimestre terminado em agosto, as famílias elevaram o consumo em 0,4%, com destaque para os bens duráveis. Pelas contas da FGV, o PIB acumulado até agosto, em valores correntes, somou R$ 9,020 trilhões.
Outros indicadores e estimativas para 2026
Outros termômetros reforçam o quadro de expansão. O IBC-Br, índice de atividade do Banco Central, subiu 0,3% em agosto e 1,6% em 12 meses. Para o ano de 2026, o boletim Focus, do BC, aponta alta de 1,83%; o Ministério da Fazenda, no Boletim Macrofiscal, projeta 2%; e o Fundo Monetário Internacional (FMI) espera 2,2%.
O FMI, organismo vinculado às Nações Unidas, também calcula que o Brasil volte a ocupar em 2027 o posto de oitava maior economia do mundo.
Números oficiais do IBGE
Cabe ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgar oficialmente o PIB a cada trimestre. Em setembro, o órgão mostrou expansão de 0,5% no segundo trimestre e de 1,9% em 12 meses. O dado referente ao terceiro trimestre de 2026 deve sair em 2 de dezembro.
