A Agência Espacial Brasileira (AEB) apresentou na sexta-feira (2) uma política de inovação voltada ao desenvolvimento do setor espacial do país.
Objetivos
O documento estabelece princípios e metas que vão orientar programas de estímulo ao avanço tecnológico de longo prazo. A intenção é fazer crescer a economia nacional e dar ao Brasil mais independência em áreas estratégicas ligadas ao espaço.
Sete frentes de atuação
A execução da política será organizada em sete eixos:
- formação e qualificação de pessoal;
- articulação de programas de inovação com estímulos ao investimento privado;
- fortalecimento da base tecnológica;
- proteção da propriedade intelectual;
- difusão da cultura de inovação;
- desenvolvimento dos mercados de produtos espaciais;
- ampliação do Sistema Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (Sindae).
Recursos e parcerias
Projetos de pesquisa e inovação poderão receber apoio financeiro da AEB por meio de bolsas, financiamentos e subvenção econômica. A agência também poderá se associar a instituições públicas e privadas, inclusive por convênios com repasse de verbas.
Outra possibilidade é a contratação direta de empresas, entidades sem fins lucrativos ou instituições científicas para resolver desafios tecnológicos específicos da área espacial.
No plano externo, a política prevê ampliar a cooperação com organismos e entidades internacionais por meio de acordos e contratos, desde que as decisões preservem a soberania tecnológica do país.
Apoio a inventores
Inventores independentes que já tenham pedido de patente ganharam instrumentos de apoio. Eles poderão solicitar à AEB uma análise da viabilidade do invento e contar com ajuda para transformá-lo em produto comercial, para criar empresas e para levar a tecnologia ao setor produtivo.
