Por gerações, a caderneta de poupança foi o destino natural das economias dos brasileiros e continua entre as aplicações mais conhecidas do país. Com as transformações da economia, porém, cresce a dúvida sobre se ela ainda compensa. Veja abaixo os pontos que merecem atenção antes de decidir onde deixar o seu dinheiro.
Como a caderneta rende
Trata-se de uma aplicação de renda fixa famosa por ser fácil e segura. O mecanismo é direto: o valor depositado na conta passa a render conforme uma regra fixada pelo governo, e os ganhos são creditados uma vez por mês, no chamado aniversário da conta.
Um dos atrativos é a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que cobre os depósitos até certo limite por CPF e por instituição. Outro é a liquidez diária: o dinheiro pode ser retirado quando o investidor quiser, sem perder o que já rendeu até a data do saque.
Pontos a favor
A praticidade é a grande vantagem. Abrir ou encerrar a conta é simples, e não é preciso ter conhecimento sobre investimentos. Os rendimentos também são isentos de imposto de renda, de modo que não há desconto de tributos na hora do resgate.
Pontos contra
O lado negativo é a rentabilidade modesta, que fica ainda mais evidente quando os juros estão baixos. Com isso, a inflação pode corroer o poder de compra ao longo do tempo. Muitas vezes existem outras aplicações de renda fixa com segurança parecida e retorno superior.
Outras opções de renda fixa
Uma alternativa são os títulos do Tesouro Direto, também considerados seguros e com potencial de ganho maior. Antes de investir, vale consultar as taxas e as regras em vigor no site do Tesouro Direto para escolher o título mais adequado ao seu perfil.
Os CDBs (Certificados de Depósito Bancário) e as LCIs e LCAs (Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio) também são bastante procurados por quem quer segurança e simplicidade. Esses papéis costumam pagar um percentual do CDI, o que pode superar a remuneração da caderneta. É preciso, contudo, conferir se há prazo de carência ou regras específicas para o resgate e verificar a cobertura do FGC.
Perguntas antes de decidir
A escolha depende dos seus objetivos e do momento econômico. Pense na finalidade do dinheiro e em quanto tempo pretende deixá-lo aplicado. Se a prioridade é ter acesso imediato aos recursos com segurança, a poupança pode cumprir esse papel. Se a meta é fazer o patrimônio render mais, outras alternativas de renda fixa tendem a ser mais indicadas.
Também vale acompanhar a taxa Selic, que afeta diretamente quanto a poupança rende. Observe o cenário e compare o retorno esperado das opções do mercado; assim fica mais fácil saber se faz sentido manter suas reservas na caderneta.
