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Leilão do pré-sal tem 7 de 13 blocos arrematados e rende R$ 530 milhões à União

Sete das 13 áreas oferecidas no maior leilão de blocos de petróleo e gás do Polígono do Pré-Sal encontraram compradores. A disputa ocorreu na manhã desta quarta-feira (7), no Centro do Rio de Janeiro, e foi conduzida pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A União arrecadou R$ 530 milhões em bônus de assinatura; caso todos os blocos tivessem sido contratados, a receita poderia ter alcançado R$ 1,24 bilhão.

Quem levou as áreas

Com 19 blocos qualificados de início, a ANP recebeu seis propostas, e as sete áreas saíram sem que houvesse concorrência direta entre os interessados. As brasileiras Petrobras e Prio ficaram com duas áreas cada. A norueguesa Equinor também levou duas, uma delas em sociedade com a portuguesa Galp. Juntas, as vencedoras se comprometeram a aplicar R$ 778,4 milhões nessas áreas.

Os blocos arrematados, todos nas bacias de Campos e Santos, são Magnetita, Hematita, Azurita, Jade, Cruzeiro do Sul, Rubi e Rodocrosita. Como o leilão seguiu o regime de partilha de produção, venceu quem ofereceu à União a maior fatia do óleo excedente. Os ágios oscilaram entre 8% e 495%, com média de 108,38%.

Rodada de concessão

Paralelamente, a agência conduziu a sexta rodada do ciclo permanente no modelo de concessão (6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão), que ofereceu 313 blocos distribuídos por 22 setores terrestres e marítimos, incluindo áreas na Bacia do Ceará, vista como promissora. Nesse modelo, ganha quem paga o maior bônus de assinatura, sem divisão da produção com a União. Quarenta e seis companhias participaram dessa etapa.

Apoio da indústria e contestação ambiental

As licitações dividiram opiniões. Para o Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) e o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), os leilões representam forte impulso ao setor. Ambientalistas, por outro lado, demonstraram preocupação, e o Instituto Arayara recorreu a uma Ação Civil Pública por entender que parte dos blocos se sobrepõe a terras indígenas e a outras zonas delicadas.

Em meio aos debates sobre os métodos de exploração, o secretário nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do MME, Renato Dutra, reforçou a relevância do petróleo para o país. Dutra falou ainda da intenção de colocar mais áreas em oferta, inclusive com uso do fraturamento hidráulico, mesmo diante das barreiras legais e ambientais.