Quem procura renda fixa no Tesouro Direto logo se depara com três alternativas: Tesouro Selic, Tesouro IPCA+ e Tesouro Prefixado. Como cada título tem regras e vantagens próprias, é comum surgir a dúvida sobre qual escolher. A seguir, veja o que distingue cada um e em que situação ele faz mais sentido.
Liquidez e estabilidade com o Tesouro Selic
Para quem quer segurança e acesso rápido ao dinheiro, o Tesouro Selic costuma ser a melhor escolha. Trata-se de um título pós-fixado, que acompanha a Selic, a taxa básica de juros. Seu preço de mercado praticamente não oscila, o que reduz o risco de prejuízo caso seja necessário vender antes do vencimento.
Pelo risco muito baixo, ele é apropriado para montar a reserva de emergência e para quem não quer enfrentar grandes variações. A rentabilidade vigente pode ser conferida no site do Tesouro Direto.
Defesa do poder de compra com o Tesouro IPCA+
Se a preocupação principal é a inflação, o Tesouro IPCA+ é uma boa alternativa. O retorno combina uma taxa fixa com a variação do IPCA, indicador oficial de inflação do país, de modo que o valor investido conserva seu poder de compra com o passar dos anos.
O título se encaixa em metas distantes, como a aposentadoria, porque é preciso levá-lo até o vencimento para obter a rentabilidade contratada. Antes da compra, consulte as taxas em vigor no site oficial e veja se atendem ao que você espera.
Retorno conhecido com o Tesouro Prefixado
O Tesouro Prefixado atende a quem deseja saber de antemão quanto vai receber e aposta em inflação em queda e juros sob controle. A taxa é definida no momento da aplicação, e o valor no vencimento é conhecido desde o início, sejam quais forem as variações do mercado.
A desvantagem aparece se a inflação acelerar ou a Selic subir bastante ao longo do prazo: nesse caso, o título pode render menos que as outras opções. Por isso, analise o cenário econômico e planeje manter o papel até o fim, evitando perder parte do ganho com um resgate antecipado.
Antes de escolher
- Deixe claro se a meta é de curto, médio ou longo prazo.
- Identifique se seu perfil é conservador, moderado ou arrojado.
- Avalie dividir os recursos entre os três títulos para equilibrar retorno e risco.
- Confira no site do Tesouro Direto as taxas e as condições de cada papel antes de aplicar.
